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MULHER REALIZADA, DENTRO OU FORA DO LAR
Dsa. Marta Olívia O. Santos

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Segundo a Bíblia

Ha muito tempo, antes da falsa idéia de liberação feminina, auto suficiência, independência ampla e total, antes ainda, dessa inversão de papéis e valores, um sábio escritor nos ensinou, inspirado por Deus, que “todos os alvos, os ideais e bênçãos terrenas, quando buscados como fins em si mesmos, levam à insatisfação e ao vazio”. Ele nos adverte que todas as coisas nesta vida, quando buscadas por causa delas mesmas, nada produzem a não ser infelicidade e um senso de futilidade.

Salomão chama a isso de vaidade, que significa “alento” (hálito) ou “vapor”, enfatizando a rapidez com que as coisas desaparecem e o pouco que oferecem enquanto de posse delas.
Todos os dias nos deparamos com mulheres bonitas, elegantes e cultas, que, independente de trabalharem fora de casa ou não, nos transmitem uma insatisfação, uma tristeza aparente, um aborrecimento de espírito, de alma, e mesmo na Igreja, ao conversarmos com algumas delas, é como se dissessem o que está escrito em Tg 4: 14:

“Não sabemos o que nos sucederá amanhã. Que é a nossa vida? Somos apenas como neblina, que aparece por instante, e logo se dissipa...”.

Não poucas vezes nos propomos a orar por essas mulheres, e constatamos que um processo de profunda depressão começa a se instalar naquela vida ainda tão jovem e bela.
É como nos diz Salomão, um “correr atrás do vento”, referindo-se à atividade humana fútil e sem alvo, sem objetivo definido, que resulta num cansaço de alma e corpo insuportáveis. E ainda aconselha:

“É melhor ter apenas um punhado de ganhos obtidos em paz, do que buscar grandes ganhos através de preocupações e lutas cansativas”.(Ec 2: 10).

Numa sociedade onde o culto ao corpo e a beleza tomam dimensões assustadoras, Deus ensina a todas nós mulheres, através de uma vida íntima com a sua Palavra, onde devemos concentrar nossos esforços. A certeza de que Deus não vê somente o exterior, mas vê também o coração, é confortadora.

Não importa a avaliação de beleza física que a sociedade faz de nós, se o nosso coração for preenchido pela presença “embelezadora” de Deus, nos sentiremos belas e dignas de louvor, vindo de nossos esposos, filhos e amigos. O conselho da Palavra de Deus em I Pe 3: 4, é para que destaquemos a pessoa secreta do nosso coração incorruptível de um espírito quieto e brando, o que é de grande valor aos olhos de Deus.

O termo mansidão, muitas vezes, por não ser avaliado com profundidade e à luz da Palavra de Deus, é rejeitado também, como os outros que já mencionamos, pela mulher moderna.
“Mansidão é a graça interior da alma, é serenidade (compostura) de espírito, que não se ocupa de modo algum com o “eu”. É uma qualidade da mulher, cujo coração repousa secretamente na Providência de Deus, e não mais confia em si mesma.

A beleza interior da mulher se desenvolve no passar do tempo com o Senhor, por meio da obediência a Ele, da meditação em Sua Palavra e da oração, então o coração é conformado segundo o belo e cativante caráter de Cristo.

Independentemente da escolha que a mulher faça: trabalhar fora ou cuidar de sua casa, o tempo que ela passa a sós com Deus é que vai fazer a diferença.

Deus criou  a  mulher  com  emoções,  desejos  e  sentimentos que lhes são peculiares, e esta só será capaz de fazer as escolhas adequadas e bem sucedidas, se esses sentimentos estiverem sendo diariamente purificados e aprimorados pelo sangue de Jesus Cristo, pois só o Evangelho, a Verdade, a torna livre.

Todo o nosso viver deve estar centralizado na vontade de Deus para nós.
Ouvi, faz algum tempo, de uma senhora muito usada por Deus no Ministério com crianças, em um curso de evangelismo infantil, que ela se dedicou a esse chamado quando seus filhos eram bem pequenos. Contou-nos que depois de contar-lhes histórias bíblicas e colocá-los para dormir, é que se debruçava nas pesquisas e estudos, para aprimorar seus conhecimentos e realizar seus trabalhos, e com certeza, Deus lhe repunha as energias para mais um dia árduo com seus filhos pequenos.

Em nossa vida tudo é questão de disposição para aprendermos,  mudarmos de hábitos, vencermos nossas limitações e para crescermos. É uma questão de priorizar e buscar do Senhor, sabedoria para administrar nosso tempo, seja lá fora, no mercado de trabalho, ou em casa, cuidando do lar.

Como dissemos no início, a vida da mulher sofreu bruscas mudanças, mas a sua natureza, sua essência, continua a mesma criada por Deus, e como todo ser humano, ela necessita de reconhecimento para estabelecer um senso de valor próprio e auto-imagem satisfatória, e não existe ninguém melhor do que aquele que Deus escolheu para ser seu esposo.

 

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